contador de acessos
Sábado, 16 de dezembro de 201716/12/2017
67 999069758
Trovoadas
22º
30º
32º
Maracaju - MS
Erro ao processar!
Curso de Hipnose
BRASIL
Sob protestos, Comissão da Câmara retoma votação de PEC que proíbe aborto.
Diversos grupos se reuniram em frente à Câmara dos Deputados para protestar contra a votação da PEC 181, que proíbe o aborto.
Alessandro Pereira Dias Maracaju - MS
Postada em 21/11/2017 ás 19h56 - atualizada em 21/11/2017 ás 20h00
Sob protestos, Comissão da Câmara retoma votação de PEC que proíbe aborto.

Manifestalção

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados retomou sob protestos, na tarde desta terça-feira, 21, a votação dos destaques da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que proíbe todas as formas de aborto no País. A sessão começou por volta das 15h30, após mais de meia hora de discussões no plenário 8 da Casa, que está lotado de manifestantes contrários e favoráveis à proposta. O presidente do colegiado, Evandro Gussi (PV-SP), e deputadas contrárias à proposta também argumentavam.

A comissão deve votar, ao todo, 11 destaques ao texto aprovado na sessão de 8 de novembro. Deputados que se opõem à PEC, no entanto, devem tentar obstruir ao máximo a votação, para que ela não seja levada ao plenário da Câmara dos Deputados. A ideia é tentar arrastar a conclusão para que o tema acabe perdendo espaço para outras questões consideradas relevantes, como a votação do orçamento.

O texto original da PEC previa inicialmente a ampliação da licença-maternidade para mães de bebês prematuros de 120 para 240 dias. A proposta, porém, foi modificada no ano passado, após decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal de que aborto até o 3º mês da gestação não é crime. O relatório propôs a alteração da Constituição Federal para que o conceito de inviolabilidade da vida passasse a vigorar desde a concepção e não a partir do nascimento, como é hoje. Tal mudança impossibilitaria qualquer discussão sobre a realização do aborto.

Esses parlamentares acabaram prejudicando as mães de bebês prematuros”, afirmou a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). A votação do relatório ocorreu em 8 de novembro na Comissão Especial criada para discutir o tema cujos integrantes são, em sua maioria, da bancada evangélica.

Tanto Jô Moraes quanto a deputada Erika Kokay (PT-DF) não acreditam ser possível reverter o texto, por meio da aprovação de outros destaques. “A composição da comissão foi dolosa”, definiu Erika. “Já há uma composição de forças e isso não foi alterado.”

Por volta de 15 horas, a votação desta terça já estava atrasada em mais de uma hora, quando o presidente do colegiado, Evandro Gussi, sugeriu uma mudança no texto da PEC. Ele propôs que o texto deixasse clara a possibilidade de interrupção da gravidez em três hipóteses hoje permitidas: gravidez fruto de estupro; quando a gestação provoca risco de vida para a mulher; ou em casos em de anencefalia do feto. Mas a proposta foi recusada por deputadas contrárias ao texto.

“Isso significaria uma violência ao regimento. Eles incluíram um corpo estranho à proposta, que tinha a anuência de boa parte dos deputados e que beneficiaria as mães de bebês prematuros.”

FONTE: jp

Publicidade

Facebook

Publicidade

promob

Publicidade

Mais lidas do mês

Publicidade

Enquete
Se as eleições presidenciais do Brasil fossem hoje, em quem você votaria?

Bolsonaro
61 votos - 43.0%

Tiririca
40 votos - 28.2%

Lula
22 votos - 15.5%

Ciro Gomes
19 votos - 13.4%

© Copyright 2017 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium