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Erro ao processar!
POLÍCIA
​Garota que filmou para provar estupro foge e está com mãe que perdeu guarda.
Menina ficou dois meses no abrigo.
Alessandro Pereira Dias Maracaju - MS
Postada em 16/08/2017 ás 12h49 - atualizada em 16/08/2017 ás 17h49
​Garota que filmou para provar estupro foge e está com mãe que perdeu guarda.

Foto: Divulgação.

A história trágica da adolescente de 14 anos que foi estuprada por mais de um ano pelo próprio pai, que teria filmado os abusos, parece estar próxima de um fim. A menina fugiu do abrigo onde estava há dois meses, no dia 27 de julho.


Após a fuga ela procurou a mãe que com medo que perdesse de vez o direito de ficar com a filha procurou o abrigo, onde a menina estava para informar da fuga e do paradeiro da menina – sua residência. “Eles só falaram que não iam aceitar ela de novo lá, e que não podiam fazer mais nada”, fala a mãe da garota.


Segundo ela foi informada de que uma sindicância será aberta para apurar as circunstâncias da fuga da filha. “Agora nem a audiência para determinar a guarda foi marcada, e ela está de forma ilegal comigo, sendo que estava sob a guarda do Estado”, diz.


A mãe da menina que abriu em sociedade um restaurante no Bairro Zé Pereira diz que agora só quer paz, “Quero viver com minha filha tranquilamente”, finaliza.


O caso trágico da adolescente trouxe à tona uma séria de equívocos no atendimento às vítimas de abuso e às crianças em situação de risco em MS. A menina nasceu em lar desestruturado, filha de mãe viciada, e pai abusador. Ela pediu ajuda às autoridades, mas o sistema falhou e a devolveu para morar um ano com o pai estuprador. Para provar os abusos, teve de usar um vídeo do próprio estupro.


Agora, a mãe da menina luta para voltar a cumprir o papel materno. A mulher disse ao Jornal Midiamax que já fez todos os procedimentos pedidos pela Justiça, e que inclusive, já teria sido liberada das palestras que teve de fazer pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial). Ela ainda contou que cuida do outro filho, de 22 anos, que tem atraso mental e é dependente dela.


“Não entendo como posso cuidar deste meu filho e não posso ter minha filha comigo?”. A mulher, que agora trabalha em um restaurante, contou aflita que na semana retrasada, ao visitar a menina no abrigo, teria flagrado cortes quase cicatrizados nos braços dela.


Ela teria ido visitar a menina com a madrinha da adolescente e ouviu da filha que se não fosse morar com a mãe fugiria novamente do abrigo e tentaria se matar. “Ao pegar o celular da minha filha eu vi umas fotos dela cortando o braço com uma gilete”, desespera-se.


Ainda segundo ela até o momento ninguém foi até a sua residência para fazer a visita e verificar as condições de cuidados com a adolescente. “Estou com medo por que da outra vez a juíza falou que ela estava mentindo e a devolveu ao pai”, diz.


Tentamos entrar em contato com a juíza que cuida do caso, mas não obtivemos resposta.


O caso trágico da adolescente trouxe à tona uma séria de equívocos no atendimento às vítimas de abuso e às crianças em situação de risco em MS. A menina nasceu em lar desestruturado, filha de mãe viciada, e pai abusador. Ela pediu ajuda às autoridades, mas o sistema falhou e a devolveu para morar um ano com o pai estuprador. Para provar os abusos, teve de usar um vídeo do próprio estupro.


Estupros


Três boletins de ocorrência foram registrados pela menina por estupro, e uma por maus-tratos contra o pai, com que foi obrigada a viver por um ano e uma contra o tio por estupro. Após o registro em 2015 por maus-tratos contra o pai, a menina foi devolvida a ele e retirada do convívio com a mãe.


O terror da adolescente estava começando quando passou a ser estuprada por ele. Depois de meses de abusos e sessões de espancamento sempre que tentava fugir ou resistia, a menina conseguiu fugir.


Desta vez, com um vídeo gravado pelo próprio pai durante o estupro. As imagens teriam sido feitas no dia do aniversário dela, o homem a teria dominado e prendido na cama com um travesseiro, enquanto filmava o ato sexual.


Ela fez uma cópia das imagens, e em maio deste ano, acompanhada pela mãe, procurou a Casa da Mulher Brasileira para registrar novo boletim de ocorrência por estupro de vulnerável. Desde então, a adolescente foi retirada do lar e está novamente abrigada. No dia 27 de junho, o pai foi preso com um mandado de prisão expedido contra ele por estuprar a filha.


Fuga e Devolução


Na tentativa de não ser ‘devolvida’ ao pai de quem tentava fugir para não ser mais estuprada por ele. A adolescente fugiu do abrigo para onde foi levada, em 2015, após ser retirada do convívio familiar e ser proibida de ver a mãe.


Mas, quando foi localizada o terror vivido por ela voltou, quando passou novamente a morar com o abusador, o próprio pai. Servidores que acompanharam o processo na época, dizem que o estuprador se mostrava 'amoroso e preocupado com o sumiço da filha'. Foi assim que Defensoria Pública, Ministério Público e a própria juíza deixaram a garota morando com o próprio estuprador em um bairro de Campo Grande.


Os estupros continuaram, e sempre que tentava fugir era agredida fisicamente por ele, que a queria transformar em sua esposa.


Sistema Gerenciamento de Sindicato

FONTE: Internet
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